Seminário de Literaturas Africanas no Pará

IAP promove seminário de Literaturas Africanas
Local: Auditório do Instituto de Artes do Pará
Endereço: Praça Justo Chermont, 236, ao lado da Basílica
Contatos: Márcia Carvalho – 4006-2906/2909/ 2911

O Instituto de Artes do Pará (IAP) promove a partir da próxima terça-feira (2) o seminário “Literaturas africanas de expressão portuguesa”, ministrado pela professora Graça Maria Fernandes Lima, especialista em Literaturas e Culturas Africanas de Expressão Portuguesa, Afrobrasileira e Afronorte-americana pela Universidade de Coimbra, Portugal. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas na Gerência de Artes Literárias do IAP, de 8 às 14h.
O seminário, que coloca em evidência a intertextualidade entre as literaturas africana de expressão portuguesa e brasileira, terá três momentos. No primeiro, serão abordados temas como a África de língua portuguesa, o movimento negritude e a periodização das literaturas africanas de expressão portuguesa. No segundo momento serão analisados os primeiros textos à atualidade: poesia de Costa Alegre e David Mestre, romances de Baltazar Lopes (Chiquinho), Paulina Chiziane (Niketche) e Abdulai Silá (Mistida). No terceiro e último momento do seminário será exibido o filme “Atlântico Negro na rota dos Orixás” (50 min). Os encontros serão sempre de 17 às 19h, no auditório do IAP.
Graça Fernandes Lima explica que somente agora, após a publicação da Lei 10.639/03, as literaturas africanas de expressão portuguesa começam a sair do anonimato. “Raras são as oportunidades no espaço cultural brasileiro em que se reúnem estudiosos das literaturas africanas de língua portuguesa, como faziam os mais velhos nas aldeias africanas em torno de suas fogueiras, para falar sobre produção artística de autores desconhecidos ou que pouco circulam entre nós”, diz ela.
Segundo a estudiosa, a bibliografia é grande, porém escassa no Brasil, já que quase todos os livros são importados. “Poucas editoras nacionais se interessam em publicar os autores africanos”, lamenta, acrescentando que “as literaturas africanas de expressão portuguesa têm um conteúdo profundamente humano e ideológico, de modo que não interessam a regimes ou seres totalitários”.
Para Graça Fernandes Lima, iniciativas como o seminário realizado pelo IAP, aliadas a congressos e palestras, ajudam a diminuir o preconceito, fruto de desconhecimento sobre o tema. “Este curso contribui para a reflexão sobre a visão que temos da temática e de nossos irmãos negros, na tentativa de superar preconceitos tão presentes em nossa sociedade”, analisa. A professora cita a poeta angolana Alda Lara, para quem “todo caminho é belo se cumprido. Ficar no meio é perder o sonho”. “Este curso é uma das formas de não deixar que isso não aconteça”, finaliza.

SUGESTÕES DE ENTREVISTAS: Vicente Cecim (Gerência de Artes Literárias do IAP): 8822-5419, e Graça Maria Fernandes Lima: 3249-4408 e 9915-7024.

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