Redatores aliviados :-)

Com muita satisfação comunicamos que eu e a Jane, redatores deste blog, defendemos nossas dissertações de mestrado no início do mês passado, conforme informações abaixo. Assim, creio que teremos a partir de agora um pouco mais de tempo para atualizar com frequência o Africopoética, que andava meio às traças. Pelo menos até o doutorado…

Mestrando: Sandro H. Brincher
Título da dissertação: “Pura mistura: alteridentidades calibanescas em O Outro Pé da Sereia, de Mia Couto
Orientadora: Profª. Drª. Simone Pereira Schmidt
Data: 10/05/2013

Mestranda: Jane Vieira da Rocha
Título da dissertação: “As margens da experiência: os miúdos e os mais-velhos na narrativa de Ondjaki
Orientadora: Profª. Drª. Simone Pereira Schmidt
Data: 17/05/2013

comemorando!

Aline Frazão – Clave Bantu

A cantora  Aline Frazão nasceu e cresceu em Luanda e vive atualmente em Santiago de Compostela, na Galiza. Pisou o palco pela primeira vez com 9 anos e desde essa altura teve a oportunidade de cantar vários estilos de música como fado, MPB, Jazz e música tradicional de Angola e Cabo-Verde. Com 15 anos começou a escrever as primeiras canções, tocando a guitarra com influências que vinham do Brasil, em especial da bossa nova.

Em seu  primeiro álbum intitulado “Clave Bantu”,  a cantora estabeleceu uma parceria com os escritores José Eduardo Agualusa e Ondjaki.

“Clave Bantu” é uma produção independente que reúne um seleção de onze temas originais compostos pela angolana durante esses últimos quatro anos de viagens. Inclui ainda duas parcerias inéditas com dois escritores angolanos, José Eduardo Agualusa e Ondjaki. O disco, com arranjos de Aline e Jose Manuel Díaz, conta ainda com as participações especiais do multi-instrumentista brasileiro Sérgio Tannus e do trombonista português Rúben da Luz.

O disco foi gravado em setembro de 2011 e algumas músicas podem ser apreciadas no myspace da cantora.

Fonte: http://www.alinefrazao.com/

Projeto Tsikaya- músicos do interior de Angola

Do twitter do Ondjaki, escritor angolano, recebi a dica do projeto Tsikaya. Trata-se de um mapeamento dos músicos do interior de Angola. A página possui informações sobre os músicos, comentários sobre os instrumentos utilizados, áudio, vídeos e imagens belíssimas dos músicos e seus instrumentos.

Um verdadeiro deleite.

Ondjaki em Floripa

Como já vos havia alertado, o escritor angolano Ondjaki esteve hoje pela tarde aqui no Centro de Comunicação e Expressão da UFSC para, primeiro, exibir seu “Oxalá cresçam pitangas“, co-dirigido por Kiluanje Liberdade. Trata-se de uma visão ao mesmo tempo global e particular da vida em Luanda, capital angolana. Particular, porque limitada a umas poucas personagens (numa cidade com mais de 5 milhões de habitantes, 10 ou 12 pessoas é lá uma visão bem específica). Global, porque em cada uma dessas poucas histórias entrevemos ao menos um ponto de contato que parece, afinal, compartilhado por todos os luandenses: a certeza de que há um futuro, e que esse futuro há de sanar as chagas abertas pela guerra civil que há tão poucos anos (sete, pra ser mais exato) terminou, mas que tão viva ainda está em suas memórias. Um filme que mistura a crueza do cotidiano duro de Luanda, a beleza de sua gente e o humor único (ora involuntário, ora fruto de nosso próprio olhar “estrangeiro”) das personagens urbanas da mais cosmopolita das cidades angolanas. O segundo motivo, este talvez não programado por ele, foi arrancar alguns suspiros das ondjaketes sempre presentes… oxalá rendam tangas.

Após o evento, quase segui a professora Simone Schmidt, minha orientadora e uma das conferencistas do evento, à Barca dos Livros, na Lagoa da Conceição, onde Ondjaki faria o lançamento de “Avó Dezanove e o Segredo do Soviético“, seu último romance, além de “O Leão e o Coelho Saltitão“, livro infantil escrito a partir de um conto tradicional angolano.

Como se pode ver, deixei de estar lá e aqui acabo, na nascente da madrugada, a escrever sobre isso. Pois me vou à cama que já são horas e amanhã, com ou sem a chuvinha chata que pretende abençoar nossa semana toda, teremos mais Áfricas a discutir. Prometo uns vídeos que fiz hoje também.

Ondjaki_-_Brincher_(CCE-UFSC)

Ondjaki e Brincher (CCE-UFSC; 18-ago-2009)

Seminário Internacional ‘Um outro olhar sobre a África’

O recém-criado Núcleo de Estudos Africanos e Afro-Brasileiros da UFSC inicia suas atividades já com grande visibilidade. Este primeiro seminário internacional “Um outro olhar sobre África: história e perspectivas“,  pontapé inicial do grupo, contará com várias presenças importantes. Além do escritor angolano Ondjaki, a quem já pudemos ouvir antes aqui na Ilha de Santa Catarina, contaremos ainda com as presenças de Susan Oliveira (Brasil), Simone Schmidt (Brasil), Sílvio M. de S. Correa (Brasil), Marcelo Tragtenberg (Brasil), Marcos Rodrigues da Silva (Brasil), Nildo Ouriques (Brasil), Jorge Risquet (Cuba) e Fabiane Popinigis (Brasil).

Onde? No Centro de Comunicação e Expressão [CCE] da UFSC. Hoje, 18, e amanhã, 19 de agosto de 2009.

Abaixo o cartaz e a programação do evento. A gente se vê por lá!

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Jornal de Letras, Artes e Ideias: milésima edição!

Sai na quarta-feira, dia 28, a milésima edição do Jornal de Letras, Artes e Ideias publicação quinzenal que desde 1978 enriquece o jornalismo cultural português. Dirigido por José Carlos Vasconcelos, o periódico vai oferecer junto com essa especialíssima edição uma antologia de poesia lusófona contemporânea, intitulada LeYa Poemas, garimpada entre a obra de autores(as) vivos(as). Entre eles, quatro representantes africanos: Mia Couto e Guita Jr (Moçambique), Ondjaki e Paula Tavares (Angola).
A holding LeYa é quem organiza o material. Aqui no Brasil é mais conhecida pelas editoras que a compõem (veja lista abaixo). Pese sua mui recente fundação (7 de janeiro de 2008; meu aniversário, por sinal), já chegou com uma auto-afirmada meta de ser o maior grupo editorial dedicado à língua portuguesa. Para tal, instituiu o Prémio Leya de Romance, que oferece a mixaria de 100 mil euros ao vencedor. Se ainda não é o maior grupo (não o sei), ao menos esse é de longe o maior prêmio literário de nossa(s) língua(s) portuguesa(s).
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