Agualusa e Mia Couto na Bienal do livro de São Paulo

O Salão de Ideias é um dos destaques da programação cultural da tradicional Bienal do Livro de São Paulo. O Salão é um espaço de discussão de temas diversos, geralmente em formato de mesas-redondas.

No dia 21/08/2010 (sábado), às 19:00, o angolano José Eduardo Agualusa e o moçambicano Mia Couto estarão numa mesa-redonda intitulada Lusotropicalismo, cujo foco é “mergulhar no mar de histórias da língua que une África, Brasil e Portugal”.

Acesse a programação da Bienal e prestigie o Salão de Ideias.

Agualusa será condecorado por Lula

O sítio Club-k.net, um clube virtual de angolanos residentes no exterior, informou ontem que o presidente brasileiro, Luis Inácio Lula da Silva, vai condecorar no próximo mês de novembro o escritor angolano José Eduardo Agualusa com a Ordem do Mérito Cultural. Um assessor do Ministro da Cultura brasileira, Juca Ferreira, é a pessoa que informou ao escritor a respeito da honraria.

Agualusa acusado de plágio

José Eduardo Agualusa, na sua obra “Estação das Chuvas“, publicada em 1996, plagia “Angola, comandos especiais contra cubanos“, de Pedro Silva, editado em 1978.

A suposta prova do plágio está em http://macua.blogs.com/files/plagio_agualusa_marangoni.doc

Tenho aqui comigo apenas o Estação das Chuvas, não o outro, mas se o que apresentam como texto do Pedro Silva está realmente no livro, é um plágio dos mais feios mesmo.

Barroco Tropical, de José Eduardo Agualusa


Acaba de chegar às livrarias portuguesas a mais nova publicação da editora lusitana D. Quixote: Barroco Tropical, do angolano José Eduardo Agualusa. A previsão de chegada em junho se concretizou. Se por enquanto só os portugueses o tem ao alcance das mãos, ao menos o primeiro capítulo pode ser lido por quem o quiser neste endereço: http://www.agualusa.info/agualusa/texts/barroco_tropical_capitulo1.pdf

Mais um lançamento, segundo informam algumas resenhas mundo afora, que promete fruição e polêmica em justa medida.

Romance de Agualusa fora de mais uma final

Pois aqueles que apostavam no angolano José Eduardo Agualusa para levar mais uma vez o Prêmio Independente de Ficção Estrangeira 2009, patrocinado pelo Conselho de Artes Britânico, erraram.
Agualusa, que já havia sido agraciado com tal honraria em 2007 com a tradução de “O vendedor de passados” (The Book of Chameleons, na tradução de Daniel Hahn), não teve seu romance “As mulheres do meu pai“entre as seis obras finalistas do prêmio, que distingue a melhor tradução para língua inglesa e galardoa ambos, o tradutor e o escritor, com 10 mil libras (perto de 11 mil e poucos euros).

Eis os finalistas:

  • Voiceover“, da francesa Céline Curiol
  • Beijing Coma“, da chinesa exilada Ma Jian
  • The Siege“, do também exilado albanês Ismail Kadaré¹
  • The Armies“, do colombiano Evelio Rosero
  • The Informers“, do também colombiano Juan Gabriel Vasquez
  • Friendly Fire“, do israelense A. B. Yehoshua.

¹ O mesmo de Abril Despedaçado, que recebeu uma belíssima adaptação cinematográfica aqui no Brasil em 2001, dirigida por Walter Salles.

II Gala Porto’s Africa

A brasileira Cristina Bernardini, neta de um cabo-verdiano e proprietária da produtora “Ritmos e Temas”, organizou com sua empresa a segunda edição da Gala Porto’s Africa (nota: “gala” em português europeu tem também o sentido de “solenidade”, “festa solene”, pouco comum por aqui), evento que premiou os melhores do ano de 2008 nas categorias Comunicação Social, Música, Literatura, Artes, Esportes e Moda, além de uma premiação institucional. Mia Couto e José Eduardo Agualusa foram os premiados na categoria Literatura. José Craveirinha foi agraciado na categoria Artes.
10 % cento da renda do jantar do evento foi para a Médicos do Mundo, entidade que desenvolve projetos humanitários em Moçambique, Guiné, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Angola.